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Despertar

Sinto o toque na minha pele:
é macio, terno, quente.
quase esquecido

brinco com suas mãos,
vejo o meu sorriso
nos seus olhos.
Na escuridão do quarto,
deixo-me levar.

Desperta
uma infância quieta,
um coração que hesita
antes de bater mais forte.
Que nome dar a isso
que chega devagar,
como se sempre tivesse estado ali?
Ainda frágil,
ainda novo —
mas já profundo o bastante
para permanecer.