Vaso quebrado
Vaso partido, despenca no chão.
Mas o que é, senão
cacos espalhados,
o pó sobre o enfeite
guardado há anos?
Que se desfaz,
sem qualquer palavra,
apenas o som do estilhaçar
ali, próximo à minha mão
fraca, que não pode mais segurá-lo.
Nada me ensinaram sobre a arte de viver.
Apenas vivi.
E ao olhar para mim,
por um instante, não existia nada
estava oco como este vaso
que se estilhaça em mil pedaços.