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Quanta vida até aqui!

Quanta vida até aqui!
e ainda persisto, sem ver:
o que se cria,
o que se gera,
o que se perde,
o que se desfaz.

Continuo o caminho:
uma estrada de poeira
que, por vezes, a chuva acalma,
limpa o ar
e me atravessa.

O caminho segue.
Nele deixo rastros,
deixo um bem-querer,
deixo os frutos
que insistem em amadurecer.