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Horizonte

Quando avisto o horizonte azul,
Brilhante,
Ou miro o verde,
Razante,
Dos campos infinitos
E dos bosques amigos,
Vejo o céu e a linha tênue que se une à terra.
E tanto faz se a linha é reta como no mar,
Ou se faz desenhos de ondas nas montanhas mansas,
Ou se formam agulhas como nas cordilheiras.

Gosto mesmo de imaginar
Céu e terra que se unem para parecer um só,
que caminha
até esta bruma imaginária.
E sigo adiante para encontrar estrelas,
Que ao entardecer vão surgindo,
Pouco a pouco,
Tímidas,
Até que ao cair da noite infestam o céu.
Ah, quando avisto esse horizonte,
Seja onde for,
É um voo raso,
É um sentimento de pertencimento,
É uma melodia que sobe o tom,
Onde mergulho e me desfaço.