Êxtase
Respiro no silêncio.
Pássaros atravessam o ar.
As cordas que me prendiam cedem —
os nós, frouxos.
Coube a mim desatá-los.
Escolho o caminho:
um pé diante do outro.
No leito do rio,
pedras —
um anseio.
Ainda assim,
deixo fluir.
Respiro no silêncio.
Pássaros atravessam o ar.
As cordas que me prendiam cedem —
os nós, frouxos.
Coube a mim desatá-los.
Escolho o caminho:
um pé diante do outro.
No leito do rio,
pedras —
um anseio.
Ainda assim,
deixo fluir.